quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Sugestão para a Páscoa

              Sugestões de atividades e lembrancinhas para páscoa Máscara...
Para pintar...
Sugestões de lembrancinhas...
Coelhinhos de toalha...








Arte - O nome diz tudo...

            




"A distância que você percorre na vida depende do seu carinho com os jovens, da sua delicadeza com os idosos, da sua compreensão com os que se esforçam e da sua tolerância com os fracos e os fortes."Washington Carver



 O processos de Arte, estabelecem uma espetacular relação entre a imaginação e a inspiração. Acarretam ao indivíduo compreensão e conhecimento de suas emoções, favorecem a aprendizagem das técnicas e as suas próprias potencialidades.
O fazer arte em grupo oportuniza a convivencia grupal, fortalece a interação social e produz conhecimento próprio. Estabelece relações afetivas e solidárias.
Buscamos na arte não só entretenimento ou renda; mais que isto, buscamos a descoberta da criatividade e do encorajamento - contribuindo assim para um individuo autônomo.

Celma Lopes

A IMPORTÂNCIA DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

 
     
               



             Hoje meu relato é sobre a importância de contar, oralmente, História Infantis para as crianças e o quanto os Contos podem influenciar na formação infantil.
               A história, além de entreter, causa admiração, desejos, além de mexer com o imaginário infantil. Quem nunca sonhou em ser a Cinderela a espera de um Principe Encantado? Ter os poderes do Peter Pan, sendo sempre criança e vivendo na Terra do Nunca? Não falar mentiras para que o nariz não crescesse igual ao do Pinóquio?
Após a separação dos meus pais, eu e minha irmã fomos criadas pela nossa avó materna.       
               Eu tinha 4 anos e minha irmã 3 anos e todas as noites chorávamos por causa da ausência de nossos pais. Como estratégia para que não sentíssemos saudades, todas as noites vovó se deitava entre eu e minha irmã, abria um enorme livro, fino porém com grandes ilustrações e contava uma história até adormercermos.
              Naquela época, na casa da vovó, havia uma coleção com dez livros: Chapeuzinho Vermelho, Os Três Porquinhos, a Bela Adormecida, O gato de Botas, Branca de Neve e os Sete Anões, Rapunzel, João e Maria, o Patinho Feio e o Soldadinho de Chumbo. Toda noite uma história diferente. Escutávamos as histórias com os ouvidos bem aguçados e os olhos bem abertos para as maravilhosas ilustrações da história contada.
Quando contou todas as histórias da coleção, passamos a escolher nossas histórias prediletas para que ela recontasse. Além da Cinderela, a minha preferida era a dos Três Porquinhos, porque eles eram irmãos, achava graça dos dois porquinhos preguiçosos fazendo suas casas de qualquer maneira e da fala do Lobo Mau antes de derrubar as casas. Gostava mesmo, quando a vovó dava muita ênfase na voz do Lobo.
                 Um dia, talvez cansada pela rotina do dia, ou talvez cansada de contar as mesmas histórias várias noites, percebi que minha avó contava de um jeito diferente. Eu interferia na história e falava: " Vó, a senhora pulou a parte em que o Lobo Mau dizia assim..."
                Neste dia, ela me olhou com muito carinho, diferente do que nos outros dias, pois eu tinha a vovó boa de todos os Contos de Fadas e disse para mim com lágrimas nos olhos: " Minha netinha ( igualzinha a vovó da Chapeuzinho Vermelho), as histórias que a vovó está contando para vocês, alguém um dia leu para mim. Vovó não sabe ler e nem escrever, mas lembro das histórias por causa dos desenhos..."
Naquele momento, eu não sabia se as lágrimas eram pelo fato dela ser analfabeta, ou pelo esforço em que ela estava fazendo para que superássemos a sensação de abandono.        Lembro que disse para que ela não chorasse, pois quando eu crescesse eu seria professora e iria ensiná-la a ler e a escrever.
Mesmo sendo analfabeta, minha avó tornava nossas noites prazerosas, dava através de cada conto, oportunidade de nos identificarmos com os personagens das Histórias, tirar lições de vida e de construção de um ser através de histórias sobre bondade, respeito, obediência, mentiras e zelo.
                Há vinte e três anos sou educadora e cumpri minha promessa. Mas assim, como nossos antepassados que contavam histórias para os mais novos, como forma de aprendizagem, tornei essa experiência de vida como prática educacional: sempre depois de terminada todas as tarefas do dia, uma história era escolhida pela turma para ser narrada por mim.
                 Apesar da contação de história oral, hoje, ter sido substituída pelas tecnologias dos VHS e DVD, a contação oral aproxima as pessoas, é uma forma criativa de estar junto a criança e estimulá-la a expressar sua percepção de mundo, do que é certo ou errado, do que é feio ou bonito ( na visão dela), do que pode e o que não se deve fazer.
                 Os Contos de Fadas da vovó eram histórias simbólicas que falavam das perdas, da fome, da morte, do medo, do abandono, da violência e mesmo não tendo a percepção pedagógica e terapeutica que tenho hoje, tenho a certeza de que meu perfil pessoal e profissional foi desencadeado através destes fatos relatados.
Celma Lopes

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

O que é um Pedagogo e qual a sua função na escola


Primeiro vamos definir Pedagogia 



        Pedagogia é uma ciência ou disciplina do ensino que começou a se desenvolver no século XIX. A pedagogia estuda diversos temas relacionados à educação, tanto no aspecto teórico quanto no prático. 
       A pedagogia tem como objetivo principal a melhoria no processo de aprendizagem dos indivíduos, através da reflexão, sistematização e produção de conhecimentos. Como ciência social, a pedagogia esta conectada com os aspectos da sociedade e também com as normas educacionais do país.
        O pedagogo é o profissional formado para atuar na área pedagógica. Porém, todos aqueles que atuam no processo educativos (professores, pais, monitores, orientadores, psicólogos, etc) também devem conhecer os princípios básicos de pedagogia.
      O pedagogo, profissional especialista em educação, compõe o quadro de pessoal nas instituições de ensino.   Esse profissional não condiz as crianças, mas sim para pessoal para uma transformação  de comportamento em direção à formação de uma personalidade humana mais equilibrada.  O Pedagogo é aquele que ensina, que sabe utilizar a pedagogia, que utiliza a criatividade e competência para a resolução dos problemas cotidiano, é o profissional capaz de propagar seus conhecimentos no âmbito Educacional.

                            Celma Lopes

A Importância da Arteterapia Coligada a Pedagogia em uma Equipe Multidisciplinar- Parte I


               "Paciência e perseverança têm o efeito mágico de fazer as dificuldades desaparecerem e os obstáculos sumirem." (John Quincy Adams)


           “Meu filho não aprende. O professor não ensina direito. Aquele aluno é preguiçoso e não gosta de estudar Ele não quer nada”. Essas são frases que mais são atribuídas ao não aprendizado da criança.
              Segundo Jean Piaget, "Nasceu gente, é inteligente."
            Na atual sociedade, a família passa a ter padrões diferentes, compondo diferentes núcleos familiares. A  necessidade da mulher ( mãe) de integrar-se cargos, fora do seu âmbito familiar, reflete na formação de seus filhos. O tempo passa a ser curto e compromete a qualidade do convívio com os filhos. A qualidade  do tempo passa a ser a lei da “compensação”,  suprindo a base afetiva, e desenvolvendo carências que poderá refletir nos primeiros anos escolares da criança.  
            A escola, por sua vez, deve ver a função educativa de forma extensa. Ela passa a somente ter a função pedagógica, mas também ética e política.  Então, uma escola com uma  equipe multidisciplinar, vai investigar o motivo dessas queixas.
        A criança é naturalmente curiosa e tem muita ansiedade para aprender, começa a fazer símbolos imitando grafias ( escritas),  “lê” livros de história a partir dos desenhos.  Então, afirmar que o aluno é “preguiçoso” necessita ter suas causas investigadas.
            Diante de dificuldades de aprendizagem, o professor junto com o Pedagogi deve investigar o que impede a compreensão do conteúdo. Esse é um dos desafios de quem educa: descobrir maneiras diferentes de ensinar a mesma coisa, já que os estudantes têm ritmos e históricos variados. Também é papel do educador se questionar sobre a abordagem do conteúdo. Ela despertou curiosidade? O indivíduo encontrou utilidade no que foi apresentado? É com base nessas indagações (e nas respostas) que o professor deve pensar como expor o tema, que atividades propor e como avaliar. Ainda assim, todos têm o direito de perguntar o que não entenderam quantas vezes quiserem, sem medo de ser rotulados, ameaçados ou castigados. Os alunos precisam acreditar que o educador gosta de ensinar e, mais do que isso, saber que ele está cumprindo sua função. Nas séries iniciais, é comum (e normalíssimo) encontrar crianças com dificuldades de aprendizado. Classificar tais dificuldades como dislexia, por exemplo, não representa o melhor caminho. Também é fácil ver estudantes mais aptos para algumas disciplinas, mas nem por isso é correto classificá-los como incapazes em relação a outros. Todos podem desenvolver suas capacidades intelectuais e cognitivas. É a ação do professor junto ao Pedagogo que fazem a diferença.

                                                                               Celma Lopes

A IMPORTÂNCIA DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

E agora minha gente, uma história eu vou contar...













Contar histórias encanta, seduz e emociona a todos os envolvidos. De um lado o contador, que vai revelando os segredos a cada página. Do outro, o ouvinte que vai se apaixonando pela história, por um personagem e assim se emocionando com cada ponto da história. 
Não há dúvidas que contar histórias desenvolve o imaginário, a criatividade, o gosto pela leitura. Mas, não é só isso... Sim, não é só isso não! Contar e ouvir historias favorece os laços afetivos - com o contador, com o livro, com a leitura e com o grupo ouvinte. Contar histórias é um ponto de partida para muitas coisas. Ah sim! Muitas coisas. Todas que a percepção pedagógica alcançar. 


Contar histórias é tão antigo como o vovô e como a vovó, que ouviam histórias e que mais tarde contavam para seus filhos e estes hoje já não contam mais... Que pena! Contar histórias não requer títulos, diplomas. Basta estar apaixonado pelo livro, gostar de leitura. Com estes simples ingredientes, obtem-se a arte para contar histórias.




segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

TEXTOS PARA REUNIÃO DE PAIS E MESTRES



A História do Lápis



O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura perguntou:
-Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco
-E, por acaso, é uma história sobre mim?
A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
-Estou escrevendo sobre você, é verdade.
Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.
O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial. E disse:
-Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
No entanto, a avó respondeu:
- Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo:
'Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Essa mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade.
'Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor.
' 'Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça.
"Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você.
' 'Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida, irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação.'



O Nó do Afeto


Em uma reunião de pais, numa escola da periferia, a diretora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos; pedia-lhes também que se fizessem presentes o máximo de tempo possível...


Ela entendia que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhassem fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar e entender as crianças.


Mas a diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou e explicou, com seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo, durante a semana, porque, quando ele saía para trabalhar, era muito cedo, e o filho ainda estava dormindo...Quando voltava do serviço, já era muito tarde, e o garoto não estava mais acordado.


Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família, mas também contou que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho e que tentava se redimir, indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa. E, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Isso acontecia religiosamente todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado.


O nó era o meio de comunicação entre eles.


A diretora emocionou-se com aquela singela história e ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola. O fato nos faz refletir sobre as muitas maneiras de as pessoas se fazerem presentes, de se comunicarem com os outros. Aquele pai encontrou a sua, que era simples, mas eficiente. E o mais importante é que o filho percebia, através do nó afetivo, o que o pai estava lhe dizendo.

Por vezes, nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos o principal, que é a comunicação através do sentimento; simples gestos como um beijo e um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais do que presentes ou desculpas vazias. É válido que nos preocupemos com as pessoas, mas é importante que elas saibam, que elas sintam isso.

Para que haja a comunicação é preciso que as pessoas "ouçam" a linguagem do nosso coração, pois, em matéria de afeto, os sentimentos sempre falam mais alto que as palavras.

É por essa razão que um beijo, revestido do mais puro afeto, cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o medo do escuro.

As pessoas podem não entender o significado de muitas palavras, mas sabem registrar um gesto de amor. Mesmo que esse gesto seja apenas um nó... Um nó cheio de afeto e carinho.

E você, já deu algum nó afetivo hoje?
                                                                                                          Autor desconhecido
                                                                                                          Enviada por: Edeli Arnaldi